terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A Rede Bocó na Berlinda



            Depois do alardeado aos quatro ventos o falacioso mensalão, observa-se que o eleitor brasileiro (inteligentemente), na sua maioria, não levou isso em consideração no momento de votar. Quiçá em função da institucionalização da corrupção? Talvez pela origem duvidosa das denúncias do supracitado escândalo ter sido engendrado a partir de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres? Conjecturas a parte, o que deu errado? Por que a Grande Mídia bate contra o PT utilizando-se do fantasmagórico mensalão como se isso fosse algo inédito e entre outros partidos pairasse a áurea da santidade? Por que essa grande Imprensa Golpista se cala quando os crimes são cometidos por partidos de direita?
Pelos umbrais da história, recorda-se que em 2006, Lula debateu com o Alckimin e foi reeleito com facilidade. Já em 2010, José Serra levou uma surra nas urnas do “lulismo” por meio de Dilma Rousseff. A representação de deputados petistas na câmara federal saltou de 59 em 1998 para 88 em 2010. De modo que, não é nenhum exagero dizer, o PT é partido vitorioso nas eleições.
            Neste diapasão, depois de termos assistido – graças aos interesses escusos da Velha Mídia - a criminalização do Partido dos Trabalhadores (PT) e alguns de seus principais expoentes é natural indagarmos: O que o PT faz para sair fortalecido a cada novo pleito eleitoral? Ou seja, qual o seu segredo para não sucumbir diante do bombardeio de inúmeros oligopólios midiáticos, blogueiros, jornais, rádios e revistas semanais que diuturnamente trabalham contra a sua permanência no poder?
            Em 2010, por exemplo, o reavivamento da cruzada medieval entre o bem e o mal, entre o “moral” e “imoral” não surtiu o efeito desejado pelo seu principal opositor do PSDB. Tanto é que o marqueteiro contratado para tentar eleger o seu candidato presidencial em 2014 declarou, ao ser entrevistado pela Folha de São Paulo, que tentar derrubar o PT com a farsa do mensalão, com as prisões de Genoíno, Dirceu não irá lograr sucesso. Como se isso não bastasse, o fato de Marina Silva ter se aproximado do PSB do candidato Campos pode até mesmo deixar o candidato dos tucanos fora do páreo num eventual segundo turno.
            Hoje, sem dúvida a Velha Mídia se constituiu na principal oposição do governo petista. Nesta desventura ela julga, condena, executa e protege os candidatos e partidos correligionários. Vê-se, nesta esteira, a cristalização da máxima existente de que “para os inimigos deve-se aplicar os rigores da Lei, para os desconhecidos a Lei e para os amigos os benefícios da Lei”. Ganha com isso, os maiores crimes de corrupção nacional: A compra da reeleição por FHC, a Privataria Tucana, o Trem-salão, os 445 quilos de cocaína aprendidos em helicóptero dos Perellas, entre outros. A mídia sensacionalista aperfeiçoa-se em minimizar e maximizar acontecimentos em nome de seus interesses. Inescrupulosamente ela se constitui no quarto poder existente no Brasil. Assim sendo, é saudável tomar cuidado com a mídia, pois segundo Noam Chonsky: “A imprensa pode causar mais danos que a bomba atômica e deixar cicatrizes no cérebro”.
            Pois bem, não é novidade para nenhum cidadão cascavelense, paranaense e brasileiro que a corrupção na política vem desde a colonização do país. Sobre isso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontra-se o ranking dos partidos mais corruptos. Todos sabem que não foi o PT quem inventou as barganhas políticas e que as privatizações causaram um prejuízo incalculável à nação.
            Por isso tudo, na campanha de 2014, a oposição terá que fazer muito mais do que chamarem Dilma de guerrilheira, homossexual, feia, abortiva, comunista etc. Caso incorram novamente neste equívoco da fomentação do festival de baixarias colherão novamente o fracasso nas urnas.

Em suma, o povo brasileiro não é bobo e seu padrão de vida melhorou a partir de 2002. O sonho da casa e do carro próprio fora realizado. E contra estes fatos não há argumentos.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Terceiro Turno em Cascavel?


Um furacão sacudiu a política nas vésperas do aniversário da metrópole do oeste. O clima esquentou e pegou a todos em sobressalto. A notícia tomou conta dos munícipes, especialmente, dos amantes do bom debate político.
Nos últimos dias o eleitor comum, os cientistas políticos, os juristas, os advogados - de maneira avassaladora - dialogaram, conversaram, refletiram e, apesar disso tudo, as coisas permanecem inconclusas. A dúvida persiste. Quem ocupará a vaga de prefeito na cidade esplendorosa? Teremos novas eleições pagas pelo atual ocupante do cargo honorífico? Assumirá o vereador e presidente da Câmara Legislativa, Marcio Pacheco (Cavaleiro da Esperança), que já deu provas cabais de sua idoneidade?
Conjecturas a parte, existem indícios fortes de que quem ocupará este posto será o principal oponente do atual prefeito e que no Segundo Turno foi injustamente acusado de não ter domicílio na cidade: “Ele não é daqui”. Entretanto, compete à justiça decidir.
São inúmeros os questionamentos e estes perpassam os mais diversos segmentos sociais. Indubitavelmente, esse é um procedimento tanto em filosofia como nas ciências em geral, fundamental para quem almeja encontrar a verdade. Uma ideia falsa ou incerta não pode ser o fundamento de uma boa explicação, assim como alicerces de gelo não pode sustentar uma boa construção. De que adianta investir em propaganda se a base da materialidade social não é correspondente?
O atual gestor do município afirmou que as contas do município estavam “boas” e depois de eleito revelou que elas estavam “ruins”. Com isso, perdeu a confiança dos eleitores conscientes, de tal forma que, atualmente é ilógico esperar que alguém que necessita de atendimento médico, por exemplo, continue a acreditar nas palavras de alguém com este perfil.
Por sua vez, a cassação do digníssimo prefeito não pode ser analisada de maneira isolada. Dentre os pontos que precisam ser considerados, destaca-se a relevância de pensá-lo, em primeiro lugar, no âmbito da sociedade capitalista onde a pessoa não é mais o foco e sim, o dinheiro. Na sociedade do capital o dinheiro compra tudo. Porém, no Tribunal Regional eleitoral do Paraná, justiça seja feita, por unanimidade (6x0) votou-se pela cassação do ocupante do poder executivo de Cascavel. Daqui para frente indaga-se: Terá o Senhor do Município condições de reverter esse resultado em Brasília?
            De modo geral, se compreende os motivos da cassação. Que este fato contribua com a maturidade política dos eleitores da cidade que mais cresce no Oeste do Estado. Que campanhas difamatórias deixem de existir. Que os jornais apócrifos, fomentadores do preconceito contra homossexuais, maçons (...) sejam banidos definitivamente. Registre-se, foi vexatório o que aconteceu nas eleições municipais da cidade de Cascavel no ano de 2012.
Apreensivos e na expectativa, cidadãos cascavelenses esperam o desenrolar dos próximos capítulos desta trama. A torcida é para que a ética adentre aos espaços políticos. O vale tudo na política é abominável. É um crime hediondo.
A cidade de cascavel não pode mais ser o quintal de nenhum poderoso. O poder tem que ser serviço. Não interessa se é o candidato “A”, “B” ou “C” que ocupe a cadeira de maior prestígio no município.

Enfim, ninguém sabe ao certo quais serão os próximos desdobramentos. No entanto, espera-se que isso não se repita mais. Os cidadãos/eleitores de Cascavel merecem respeito. São eles que precisam vencer a cada pleito eletivo.